‘Griselda’ Review

“O único homem de quem tive medo foi de uma mulher chamada Griselda Blanco” – Pablo Escobar, é a frase que centra o ecrã nos primeiros segundos da série e o resto dos episódios certificam-se de nos mostrar o porquê. Sofia Vergara que personifica Griselda e fez parte da produção, mostrou que o seu talento não se limita apenas no mundo da comédia como é conhecida em Modern Family, entregando uma performance arrebatadora na série ao dar vida a uma personagem tão complexa como Griselda.

A história é baseada em acontecimentos reais e inicia quando Griselda tem a necessidade de fugir para os Estados Unidos com os seus três filhos e com uma objetivo claro, tornar-se a maior traficante de cocaína em Miami. Este objetivo leva a fazer escolhas brutais e destrutivas mas sempre concisas e astutas enfrentando todos os homens poderosos que a subestimaram ou a tentaram derrubar com a cabeça erguida.

Para além de Griselda, o resto das personagens não foram expostas a grande profundidade, apenas era explorado a visão que tinham de Griselda o que ajuda a compreender o impacto que ela tinha na vida de quem cruzava caminhos com ela. Fica conhecida como “a madrinha”, alcunha que é perfeitamente justificada na série, o seu lado materno está sempre (ou quase sempre) perceptível na tomada de decisões e em tempos de crise, algo que Sofia Vergara transmitiu sem erro.

Apesar do conhecido desfecho da história, a corrida ao topo seguido da queda inevitável, a série não falha ao entregar episódios cativantes e cheios de ação com fantásticas performances.